terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ensino à distância

Ensino à distância

Vantagens e Desvantagens




EaD: vantagens e desvantagens

Os custos de desenvolvimento são apontados como uma das principais desvantagens do ensino ou educação a distância. A adaptação de conteúdos didáticos a novas mídias com recursos audiovisuais requer muitas vezes que o professor trabalhe em parceria com especialistas, e isto torna a mão de obra mais cara.

Porém, esse custo pode passar a ser considerado vantajoso, se o universo beneficiado for grande. Se um mesmo material produzido for utilizado por uma quantidade considerável de pessoas durante um ano, por exemplo, facilmente paga-se o investimento.

Vive-se hoje em meio a um rápido avanço tecnológico em todos os segmentos. A informática e as telecomunicações estão inseridas cada vez mais nas tarefas do dia-a-dia. Quer na vida profissional quer pessoal, o ser humano serve-se freqüentemente desse suporte tecnológico muitas vezes até sem perceber.

O e-learning também pode e deve beneficiar-se das tecnologias contemporâneas, a fim de oferecer um ensino sintonizado com as reais necessidades do mundo moderno. Se antes ensino a distância era visto com preconceitos, hoje é uma questão de cultura adotar modalidades de EaD, pois o uso do computador é imprescindível em quaisquer ambientes.

Comparações entre ensino presencial e não presencial merecem ser sempre analisadas, ainda que se saiba da necessidade premente de a EaD tornar-se habitual nos dias de hoje. Ambas as modalidades de ensino, presencial e a distância, apresentam vantagens e desvantagens. Quando combinadas, porém, oferecem excelentes resultados.

A questão de discussões dessa natureza não é dizer qual modalidade de ensino é melhor ou pior para o aluno aprender. Sabe-se que o aprendizado ocorre tanto presencialmente como a distância. O desafio hoje diz respeito a como modificar o processo de ensino-aprendizagem convencional, introduzindo formas de ensino-aprendizagem inovadoras, tanto em ambientes presenciais como a distância.

A tecnologia é uma ferramenta, e não uma estratégia. O consumidor hoje é muito bem-informado, consciente e exigente. Está acostumado a solicitar alta qualidade nos serviços que lhe são prestados. Também o investimento financeiro constitui um fator relevante em sua cultura.

Esse consumidor já tem capacidade de discernir, por exemplo, quando é preferível comprar um produto numa loja de R$ 1,99 e quando não é. Da mesma forma, esse mesmo consumidor também já vem percebendo que a EaD é um processo educativo de valor indiscutível, sobretudo nos dias de hoje.

Parte do texto a seguir foi extraído do livro Educação a distância: algumas considerações, de Cláudia Landim. Este livro foi editado em 1997, mas permanece atual sempre, uma vez que aborda aspectos fundamentais da EaD, úteis em todos os tempos.

Principais vantagens


AberturaA EaD permite atender a um público muito maior e mais variado que os cursos presenciais. Promove eliminação ou redução de barreiras de acesso a cursos ou níveis de estudo, bem como diversificação e ampliação da oferta de cursos. Oferece oportunidade de formação adaptada às exigências atuais, principalmente a pessoas que não puderam freqüentar escolas tradicionais ou que não teriam como voltar a continuar a estudar sem a EaD.

Flexibilidade
A EaD atende pessoas ocupadas, sem disponibilidade de horários e otimiza o tempo livre. Tempo e conveniência são fatores relevantes no atual universo globalizado, caracterizado pelo excessivo acúmulo de atribuições e tráfego intenso nos grandes centros urbanos. EaD implica ausência de rigidez quanto a requisitos de espaço (onde estudar?), assistência às aulas e tempo (quando estudar?) e ritmo (em que velocidade aprender?). Promove uma eficaz combinação de estudo e trabalho. Permite a permanência do aluno em seu ambiente profissional, cultural e familiar. Oferece formação fora do contexto da sala de aula tradicional.

Inclusão Social
A EaD pode ser considerada uma ferramenta de inclusão social, pois beneficia eficazmente pessoas portadoras de deficiências físicas graves como paralisia, por exemplo, que não podem sair de casa com facilidade. Com a EaD, essas pessoas ganham a oportunidade de estudar.

Eficácia
Propõe que o aluno constitua o centro do processo de aprendizagem, sendo sujeito ativo de sua formação, vendo respeitado seu ritmo próprio de aprender. Oferece formação teórico-prática que se relacione à experiência do aluno e, principalmente, à atividade profissional que deseja melhorar. Baseia-se em conteúdos instrucionais elaborados por especialistas. Utiliza recursos multimídia e comunicação bidirecional freqüente para garantir uma aprendizagem dinâmica e inovadora.Formação permanente e pessoalProporciona atendimento a demandas e aspirações de diversos grupos, através de atividades formativas ou não. Trabalha o aluno no sentido de torná-lo ativo no desenvolvimento de iniciativa, atitudes, interesses, valores e hábitos educativos. Capacita para o trabalho e superação do nível cultural de cada aluno em particular.EconomiaPermite economia em escala, reduzindo custos em relação aos de sistemas presenciais de ensino: elimina pequenos grupos, evita gastos com locomoção, evita abandono do local de trabalho para o tempo extra de formação. A economia em escala supera os altos custos iniciais.

Atualização constante de conteúdo
Existe uma grande vantagem na EaD, em relação à possibilidade de constante revisão e atualização do conteúdo programático, principalmente comparando-se a dados contidos em livros que, além de não aceitarem atualizações, tornam-se rapidamente ultrapassados.

Principais desvantagens ou limitações

Alega-se falta de interação e empobrecimento da troca direta de experiências proporcionada pela relação educativa pessoal entre professor e aluno. Alega-se também limitação em se alcançar o objetivo da socialização, devido às escassas ocasiões para interação de alunos com o docente e entre si.

>>> De fato, havia perdas na EaD de antigamente, cujo principal meio de comunicação era o tradicional correio. Com o largo uso da internet, porém, não existe mais este problema. Para um jovem em desenvolvimento o contato humano é realmente importante, mas na EaD pela internet a falta de contato físico não pode ser vista como algo que torne o ensino menos efetivo ou pior. A socialização existe, sim. Há salas de bate-papo ou chats, inclusive com videoconferências. Com o uso da webcam, os participantes não são mais apenas nomes na tela do computador; eles têm rostos. A relação professor-aluno também se beneficia com a EaD, pois muitas vezes existe até maior liberdade para o aluno levantar dúvidas, já que não há inibição de falar na frente de uma classe inteira.
Alega-se limitação em se alcançarem os objetivos das áreas afetiva/atitudinal e psicomotora, exceto em momentos presenciais previamente estabelecidos para o desenvolvimento supervisionado de habilidades manipulativas.

>>> Nesta questão, cabe apenas o discernimento do que pode ou não ser trabalhado na modalidade de EaD. Em relação a conteúdos passíveis de serem trabalhados a distância, os objetivos de qualquer curso são alcançados à medida que se trabalham as competências que se propõe a desenvolver. Competências referem-se a um saber-agir complexo, resultante da integração, mobilização e agenciamento de conhecimentos, capacidades e habilidades de ordem cognitiva, afetiva, psicomotora ou social. O processo de auto-avaliação contínua prevê, sobretudo, o acompanhamento da progressão da aprendizagem, bem como do nível de aquisição da competência necessária.
Alega-se lentidão na retroalimentação ou feedback e na retificação de possíveis erros.

>>> Os atuais meios tecnológicos são aprimorados a cada dia, sobretudo no sentido de minimizar ao máximo inconvenientes dessa natureza.

Alega-se a necessidade de se elaborar um rigoroso planejamento a longo prazo, evidenciando possíveis desvantagens, sem contudo subestimar a vantagem de um repensar e um refletir por mais tempo.

>>> Qualquer planejamento de curso requer análise de riscos e previsão de eventuais mudanças de rota.

Alega-se a necessidade de o aluno possuir, para determinados cursos, um elevado nível de compreensão de textos e saber utilizar recursos de multimídia.

>>> Também em cursos presenciais, nem sempre o aluno atende a todos os pré-requisitos necessários.

Alega-se que resultados de avaliação a distância são menos confiáveis do que em ambientes presenciais, considerando-se as oportunidades de fraude.

>>> Fraudes podem ocorrer também na modalidade presencial, mas a avaliação em práticas educativas a distância são geralmente trabalhadas com base em critérios de auto-avaliação contínua.

Alega-se que o processo de ensino e aprendizagem limita-se à mera transferência de conteúdos, ou que a EaD proporciona simplesmente algo mais do que instrução ou transferência de conteúdos.

>>> Está comprovado que materiais didáticos bem elaborados podem levar o aluno a "aprender a aprender", desde que haja a devida orientação. Isto é válido tanto para ambientes físicos, quanto virtuais

Alega-se que há homogeneidade de materiais instrucionais, ou seja, todos aprendem o mesmo, por um só pacote instrucional, conjugado a poucas ocasiões de diálogo aluno/docente.

>>> A moderna EaD trabalha com materiais que proporcionam a espontaneidade, a criatividade e a expressão das idéias do aluno.

Alega-se que existem ocorrências de numerosos abandonos, deserções ou fracassos por falta de um bom acompanhamento do processo.

>>> De fato, a ambição de se pretender alcançar muitos alunos pode provocar tais ocorrências. Porém, há necessidade de se fazer a devida distinção entre "abandono real" e "abandono sem sequer ter havido início". Toda tutoria em EaD é orientada no sentido de acompanhar o aluno de forma contínua.

Alega-se a constatação de custos muito altos para a implantação de cursos a distância.

>>> É indiscutível a economia de tal modalidade educativa, tanto para o aluno, quanto para a instituição de ensino. Para esta última, podem ser altos os custos iniciais, mas se bem administrados, podem ser considerados investimentos, e não gastos.

Alega-se que os serviços administrativos são, geralmente, mais complexos que no ensino presencial.

>>> De fato, são. Porém, permitem uma melhor administração de tempo e conseqüente melhora organizacional.

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Educacion (em espanhol)

Pedagogia

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Reportagem sobre tecnologia na Educação Infantil

07/11/2015 18h47 - Atualizado em 09/11/2015 16h58

Tecnologia na Educação Infantil

Colégio Equipe de Juiz de Fora alia tecnologia ao aprendizado dos alunos desde o ensino infantil

É comum encontrar crianças que utilizam smartphones e tablets com destreza e facilidade impressionantes para a idade. O que preocupa muitos pais é se essa interação traz benefícios ao aprendizado da criança e estimula novas capacidades. A nutricionista Emanuelle Nogueres Couto acompanha a utilização de novas tecnologias no Colégio Equipe de Juiz de Fora com seus filhos, Valentina, de 7 anos, e Enrico, de 5. "É incrível como as crianças estão super antenadas com a tecnologia e cada vez mais ligadas nisso. O mais legal é elas terem o conhecimento desse mundo digital com um equilíbrio na utilização”. Para a professora de Informática do Colégio Equipe, Luana Gruppi, é muito importante que as crianças tenham contato saudável com essa tecnologia. "Estudos comprovam que há um aumento no rendimento escolar dos alunos se comparados com os que possuem apenas aulas expositivas. A nossa maior preocupação, além de transmitir o conhecimento que é exigido nas grades curriculares, é que essa aprendizagem tenha uma aplicabilidade prática, trazendo para dentro da sala de aula as novas formas de adquirir e transmitir conhecimento".
 
 
 Os alunos têm aulas de informática com conteúdo educativo (Foto: Colégio Equipe) 
 
Os alunos têm aulas de informática com conteúdo educativo (Foto: Colégio Equipe)
 
Uma das novidades é a mesa digital, em formato touchscreen e com jogos educativos, utilizada de forma interdisciplinar em sala de aula, com a supervisão dos professores. A Coordenadora da Educação Infantil e Fundamental I do Colégio Equipe, Vanessa de Araújo Rodrigues, ressalta que essa interação desenvolve inúmeras habilidades nos alunos. "As mesas digitais e as aulas de informática estimulam o raciocínio lógico e a coordenação motora fina em conteúdos como matemática, cores primárias, vogais e consoantes", explica. A professora enfatiza, ainda, a dinamização do aprendizado e o ambiente de bem estar que essa atividade proporciona. "As questões dadas em sala de aula e também trabalhadas com a mesa digital se tornam mais palpáveis, são vividas pelos alunos de forma integrada. E isso tem a ver com a própria natureza da educação infantil que é lúdica”.
 

Mesa digital proporciona a interação dos alunos com conhecimento e tecnologia de maneira lúdica (Foto: Colégio Equipe)
 
Mesa digital proporciona a interação dos alunos com conhecimento e tecnologia de maneira
lúdica (Foto: Colégio Equipe)
 
QUALIDADE E TECNOLOGIA DESDE PEQUENOS
O Ensino Infantil é uma novidade no Colégio Equipe de Juiz de Fora que já atrai um número crescente de pais em busca de ensino integrado e de qualidade para seus filhos. Além de oferecer educação bilíngue, aulas de informática, artes, musicalização e brinquedoteca, o Colégio Equipe mantém uma relação estreita e aberta com os pais de seus alunos. De acordo com Emanuelle, a qualidade do ensino e o profissionalismo da instituição foram primordiais em sua escolha. "A gente busca um ensino de qualidade e um espaço que acolha, com pessoas de competência para conduzir, além da facilidade de acesso no dia a dia. O Equipe é uma escola que tem história e nós nos sentimos muito à vontade.” Para ela, a proposta do Equipe se encaixa no futuro que deseja para seus filhos. "A gente quer ver o bem estar deles e eu vejo neles a felicidade. Estamos estruturando a base e, assim, ficamos mais certos do sucesso no futuro".
 
 
Enrico e Valentina aproveitam todas as atividades do Colégio com entusiasmo (Foto: Colégio Equipe)
 
Enrico e Maria Clara aproveitam todas as atividades do Colégio com entusiasmo (Foto: Colégio Equipe)
 
 
As crianças têm espaço para brincar e interagir em atividades no Colégio Equipe (Foto: Colégio Equipe)

As crianças têm espaço para brincar e interagir em atividades no Colégio Equipe (Foto: Colégio Equipe)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Letramento precoce

Entenda por que o letramento precoce pode ser prejudicial

Aprender a ler e a escrever antes do tempo pode excluir etapas decisivas no desenvolvimento das crianças



Autumn Reading : Stock Photo



O letramento precoce é um assunto permeado por controvérsias. Enquanto algumas instituições de ensino apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de abordar esse tipo de assunto.
Introduzida pelo filósofo e educador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) em 1919, a pedagogia Waldorf defende que os pequenos (com até 7 anos de idade) tenham apenas uma responsabilidade na escola: brincar. Ao participar de jogos e atividades lúdicas, meninos e meninas desenvolvem diversas habilidades, entre físicas e motoras, além de um estímulo essencial para a vida: a confiança. Segundo a teoria, nessa fase o aluno tende a gastar muita energia e se prepara fisicamente - isso é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e sensorial. Tais capacidades refletem em domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, contribuem para a inteligência da criança.
Em poucas palavras: na educação infantil, aprimorar essas características é mais importante do que aprender a ler o próprio nome. "Eliminar atividades que favorecem a criatividade e o pensamento pode ter consequências graves. Infelizmente, muitas dessas práticas estão sendo substituídas pela escolarização antecipada", alerta Luiz Carlos de Freitas, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os ideais disseminados pelo croata têm ligação direta com estudos elaborados por outro profissional de renome na área, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934). Ele dizia que a alfabetização é resultado de um processo longo e repleto de etapas, como gestos e expressões. Ao fazer um símbolo no ar, por exemplo, a criança já se manifesta a partir de uma linguagem mais próxima da escrita. Esse aprendizado gradual é imprescindível e deve acontecer nas classes de primeira infância, sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhem ou forcem as etapas de desenvolvimento. "O letramento exige um grau muito grande de amadurecimento neuromotor. Desse ponto de vista, a criança só estará pronta para ser alfabetizada por volta dos 6 anos", afirma Eliana de Barros Santos, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Global e da Escola Globinho. Segundo ela, brincar leva o aluno a compreender a si mesmo, seus sentimentos e o mundo em que vive. "Essa prática garante a formação das bases necessárias para a construção de outras linguagens", comenta.
Estimular a leitura precoce, por sua vez, compromete tal formação. Além disso, pode ocasionar problemas como sobrecarga, deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse. "Aprender a ler não é simplesmente decifrar as letras, mas sim dominar um sistema simbólico, o que exige um grande amadurecimento neuropsíquico", explica a diretora.
 
ANA
Essa discussão ganhou fôlego principalmente depois da implantação da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013. Direcionada a estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas, a prova avalia os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática. O objetivo é verificar se as crianças são preparadas corretamente para uma nova fase da vida estudantil. No entanto, uma questão defendida por muitos profissionais da área é que a aplicação de uma prova desse porte pode não ser tão benéfica quanto parece e ter reflexos já nas classes de educação infantil.
De acordo com Sandra Zákia Sousa, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a ANA tende a fortalecer uma visão que já existe nas unidades escolares - a de que, na primeira infância, é preciso preparar os estudantes para a etapa seguinte, o ensino fundamental. "Fazer isso significa antecipar iniciativas relacionadas a processos de alfabetização e letramento, ou seja, o educador pula etapas importantes e passa a concentrar suas energias em algo que ainda não precisaria ser abordado", diz.
Para Freitas, testes como a ANA deveriam acontecer apenas a partir do final do ensino fundamental. O formato também poderia ser diferente. O interessante, segundo ele, é que o método avalie as políticas públicas em geral e não a escola. "Um professor sabe muito bem em quais pontos seus alunos são bons ou não", ressalta.
 
Pais podem contribuir
Ao mesmo tempo em que a instituição exerce um papel importante, os pais também devem redobrar o cuidado com o letramento precoce. De acordo com Sandra, a pressão pode começar a ocorrer dentro de casa, quando os familiares incentivam a criança a ler palavras ou a escrever nomes aleatórios. "É fundamental que todos se atentem a isso. No lar, bem como na escola, as atividades devem ser adequadas para a faixa etária", diz.
 
 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Educação para o futuro

Educação para o futuro

Uso de tecnologias no ensino precisa vencer barreiras de infraestrutura, como número insuficiente de computadores nas escolas e baixa velocidade de internet; capacitação dos professores é outro desafio

 























O cenário parece positivo: praticamente todas as escolas brasileiras têm um computador e 92% delas estão conectadas à internet. Os problemas aparecem quando os dados são analisados com um olhar mais meticuloso: o número de computadores em cada escola ainda é insuficiente, eles costumam ser instalados em locais inadequados ao uso pedagógico e a conexão à internet tem baixa velocidade nas escolas públicas. Além disso, falta capacitação aos professores para usar as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) no ensino.

O panorama vem da pesquisa TIC Educação 2012, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação - CETIC.br, que entrevistou 1,5 mil professores de 856 escolas de todo o país (veja infográfico). E se a maioria das escolas possui computador, o número das que têm o equipamento disponível para a utilização dos alunos é bem menor. De acordo com dados do Censo Escolar 2012, 42,4% das escolas públicas urbanas e 78% das rurais não possuem laboratórios de informática.

Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, explica que as políticas públicas que levaram tecnologia às escolas tiveram sucesso relativo. "Na percepção da direção, o que mais dificulta o uso pedagógico é o número de computadores insuficiente e a baixa velocidade da internet", diz. De acordo com a pesquisa, 27% das escolas que possuem conexão à internet têm velocidade inferior a 1 Megabit por segundo (Mb/s) e apenas 17% têm velocidade de conexão superior a 8 Mb/s - em um grupo que engloba escolas públicas e privadas. "Na escola pública, a velocidade média de conexão à internet é de 1 a 2 Mb/s", conta. Na zona rural, a dificuldade é ainda maior e só 13% das escolas públicas possuem acesso à internet, de qualquer tipo, de acordo com o Censo de 2012.

Outro problema é o uso do computador, ainda restrito ao laboratório de informática, quando deveria estar presente em sala de aula, local que concentra a rotina dos alunos na escola. "Apenas 4% das escolas públicas têm computadores e internet dentro de sala de aula", relata Barbosa.

Formação docente

Mas o grande nó no uso das TICs no ensino parece ser a capacitação dos professores. Segundo a pesquisa, 28% dos professores dizem ter habilidade insuficiente ou muito insuficiente relacionada ao uso profissional de computadores e internet. "O grande desafio hoje é ter o professor treinado para fazer o uso das TICs. O número de professores que sabem usar essas tecnologias está aumentando, mas ainda é um uso instrumental, quando o necessário é aprender a utilizá-las pedagogicamente, apenas usar computador e internet a nova geração já sabe", diz Barbosa.

Nos cursos de pedagogia e licenciaturas o uso das novas tecnologias no ensino ainda é pouco abordado. Apenas 44% dos professores entrevistados no estudo do Cetic.br cursaram alguma disciplina sobre uso do computador e internet na graduação. Além das dificuldades técnicas, os professores argumentam ter pouco tempo e receio de conhecerem menos sobre as ferramentas que os alunos.

Para Lígia Leite, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia Edu­cacional (ABT) e autora do livro Com Giz e Laptop - da concepção à integração de políticas públicas de Informática, os professores precisam conhecer as tecnologias disponíveis e ter sólida formação pedagógica para saber unir o conteúdo, a técnica e a didática. "E essa formação deve ser continuada porque sempre surge uma tecnologia nova, um recurso novo. É preciso fazer cursos rápidos que os habilitem a usar certa ferramenta. Além disso, em meio ao processo também é preciso fazer uma avaliação crítica para saber se as ferramentas estão sendo boas e se vale a pena continuar a utilizá-las", diz Lígia.

A ausência do uso das TIC no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola também compromete o trabalho a ser feito pelo professor, afirma Patrícia Alejandra Behar, coordenadora do Núcleo de Tecnologia Digital Aplicada à Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e das Oficinas Tecnológicas do curso de especialização em Gestão Escolar da UFRGS. "Vejo que falta um projeto para inserção das tecnologias nas escolas, que explique como, para quê e por que usá-las. Os professores recebem tablets e não sabem o que fazer, acabam usando jogos e mais nada. É preciso integrar as TICs ao projeto pedagógico das escolas de forma positiva e desafiadora", diz.

Patrícia ressalta que muitos professores têm uma carga horária alta e não dispõem de tempo para realizar cursos. A solução, segundo ela, seria aproveitar horários em que os docentes estão na escola, mas fora de sala de aula, como os Horários de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC) ou períodos de férias dos estudantes.

É essa a proposta do Crescer em rede - um guia para promover a formação continuada de professores para a adoção de tecnologias digitais no contexto educacional: orientar professores e coordenadores pedagógicos a organizarem um grupo de estudos na escola sobre o tema. O material, organizado por Luciana Allan, diretora do Instituto Crescer, aborda questões como pesquisas na internet, construção de blogs, uso de recursos audiovisuais, objetos digitais de aprendizagem e trabalho colaborativo. A segurança na internet, o perigo do ciberbullying e as oportunidades trazidas pelas redes sociais também são discutidos. Dividido em dez encontros, o guia mostra como planejar essa formação, registrar o resultado das reuniões e avaliar o trabalho desenvolvido.

Programas do MEC

Para levar as tecnologias digitais para as escolas públicas, o MEC criou vários projetos, como o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), que leva computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais às escolas, o projeto Um Computador por Aluno (UCA), que distribui netbooks para os estudantes e, mais recentemente, a distribuição de tablets para os professores do ensino médio. Para promover o acesso à internet há ainda o Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE) e outras ações, como o Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado), que orientam os educadores sobre o uso dessas tecnologias. Segundo os especialistas consultados, os projetos estão na direção certa, mas a qualidade e a quantidade de sua oferta ainda são insuficientes.

"O MEC abriu os olhos para a necessidade de as escolas estarem conectadas e de as tecnologias pedagógicas serem disseminadas na rede pública de ensino. A direção é esta, mas ainda faltam investimentos em infraestrutura e suporte técnico", diz Patrícia.

Para ela, o grande problema é a falta de manutenção. Se um computador estraga ou se ocorre um problema no servidor, não há quem se responsabilize e resolva a falha. Ela também lembra que a formação dos docentes para usar as tecnologias digitais ainda não é satisfatória, apesar de a tentativa existir. "Eles sabem o quanto é importante", diz.

Para Lígia, o ponto forte dos programas desenvolvidos pelo MEC é a produção de objetos de aprendizagem, que têm uma oferta grande nas diversas áreas e são acessíveis a todos os interessados. "É uma semente lançada, mas não o suficiente. O Brasil é grande e muito diverso."

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Visita das avós à turma de Educação Infantil.

Visitas de avós às turmas de Educação Infantil

Ao longo das últimas semanas, os pequenos da Educação Infantil tiveram uma programação especial. As três turmas do Nível 1 receberam visitas de algumas avós, que foram convidadas para um bate-papo com a turma de seus netos. O assunto? Brinquedos.
As avós buscaram relatar suas experiências com as brincadeiras que marcaram suas infâncias. Muitas trouxeram brinquedos como peão, ioiô, cinco-marias, carrinhos montados com caixas de fósforo. Outras animaram os pequenos com brincadeiras de passar anel, pular corda, corrida de saco, ovo choco, etc.  
 
 
 
 
 
A atividade faz parte do projeto O que cabe no meu mundo, e é uma continuidade ao trabalho de construção de brinquedos, realizado no dia 12/5, que teve a participação das famílias das crianças.
O principal objetivo do projeto é, através de atividades lúdicas e criativas, propiciar o conhecimento dos pequenos, para que eles entendam seu papel na sociedade. 
Veja mais fotos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Educação para autonomia Paulo Freire

EDUCAÇÃO PARA A AUTONOMIA EM PAULO FREIRE 





 Paulo Freire propõe uma pedagogia da autonomia na medida em que sua proposta está "fundada na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando" (FREIRE, 2000a, p. 11). Optamos por usar a expressão "educação para a autonomia" com o objetivo de enfatizar que a autonomia deve ser conquistada, construída a partir das decisões, das vivências, da própria liberdade. Ou seja, embora a autonomia seja um atributo humano essencial, na medida em que está vinculada à idéia de dignidade, defendemos que ninguém é espontaneamente autônomo, ela é uma conquista que deve ser realizada. E a educação deve proporcionar contextos formativos que sejam adequados para que os educandos possam se fazer autônomos. A temática da autonomia que ganhou centralidade nos pensadores e na educação moderna, ganha em Paulo Freire um sentido sócio-político-pedagógico: autonomia é a condição sócio-histórica de um povo ou pessoa que tenha se libertado, se emancipado, das opressões que restringem ou anulam sua liberdade de determinação. E conquistar a própria autonomia implica, para Freire, em libertação das estruturas opressoras. "A libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela práxis de sua busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela" (FREIRE, 1983, p.32). Não há libertação que se faça com homens e mulheres passivos, é necessária conscientização e intervenção no mundo. A autonomia, além da liberdade de pensar por si, além da capacidade de guiar-se por princípios que concordem com a própria razão, envolve a capacidade de realizar, o que exige um homem consciente e ativo, por isso o homem passivo é contrário ao homem autônomo.

Pedagogia do oprimido

https://youtu.be/Fc63ZwDGT1I

Texto do estágio em Educação Infantil com capa e contracapa

Texto para o blog

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Paulo Freire


Autismo na primeira infância

Autismo na primeira infância: novidades sobre o diagnóstico e o tratamento do transtorno

Estudos recentes comprovam, entre outras coisas, que a idade dos pais influencia mesmo no desenvolvimento desse distúrbio e que a animalterapia estimula habilidades sociais nos pequenos autistas. Saiba mais sobre esses e outros achados da ciência.

09/09/2015                                                                                          
                                        
 
Todos os dias, são divulgados na internet entre 60 e 70 novos artigos sobre autismo", revela o neuropediatra Rudimar Riesgo, professor de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e um grande estudioso desse distúrbio neurológico que costuma dar caras na ainda primeira infância. Riesgo conta que, apesar de o transtorno ter sido descoberto há mais de 70 anos, a ciência não conhece completamente suas causas.
"As pesquisas mais recentes fazem a gente pensar que algo acontece durante a gestação, de modo que essas crianças nascem com uma predisposição para serem autistas. E, na dependência da carga genética, somada a fatores ambientais, o autismo pode se manifestar nos primeiros anos de vida", explica Rudimar Riesgo, que também é chefe da unidade de neuropediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
No entanto, mesmo que ainda faltem muitas respostas, cientistas do mundo todo não se cansam de investigar a fundo esse transtorno - que, segundo estimativas, afeta 2 milhões de crianças só no Brasil. Reunimos algumas das pesquisas mais recentes que trazem dados sobre o diagnóstico e o tratamento do autismo. Confira a seguir.

A idade dos pais importa, sim
A associação entre a idade da mãe e o risco de autismo já é bastante conhecida pela ciência: estudos demonstram que quanto mais velha for a mulher ao engravidar, maior a probabilidade de o seu filho desenvolver esse tipo de distúrbio. Mas um trabalho de peso divulgado em junho de 2015 no periódico científico Molecular Psychiatry provou de vez que essa relação é verdadeira. E mais: a idade do pai também deve ser levada em conta, segundo o levantamento.
Na pesquisa - capitaneada por experts do Instituto Karolinska, na Suécia - foram avaliadas nada menos do que 5,7 milhões de crianças, nascidas entre 1985 e 2004 em cinco países (Dinamarca, Israel, Noruega, Suécia e Austrália). Dessas, 30 902 eram portadoras de alguma desordem do espectro autista (que inclui, além do autismo clássico, a síndrome de Asperger e outros distúrbios do desenvolvimento) e outras 10 128 eram autistas.
Os estudiosos tinham como objetivo investigar se a idade avançada do pai e da mãe era, por si só, um fator de risco para o autismo. E foi exatamente o que descobriram: os resultados evidenciaram que quanto mais velhos os pais (tanto o homem quanto a mulher), maior o risco de os seus filhos serem autistas ou terem algum transtorno associado a esse distúrbio. As análises apontaram ainda que a propensão ao problema crescia quando havia uma diferença de idade maior do que dez anos entre os genitores. "A gente tinha a ideia de que só a idade da mãe seria importante, mas esse estudo mostra que não", comenta Rudimar Riesgo, da UFRGS.

O contato com animais faz bem para os pequenos autistas
Foi o que demonstrou uma pesquisa da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, publicada em maio de 2015 no periódico científico Journal of Autism and Developmental Disorders. Os estudiosos entrevistaram 70 famílias que tinham filhos autistas com idades entre 8 e 18 anos. "Quando comparei as habilidades sociais de crianças com autismo que viviam com cachorros em relação àquelas que não tinham esse contato, os pequenos que eram donos de um cão se saíram melhores", relata Gretchen Carlie, líder da investigação.
E não pense que os bichinhos que traziam esses benefícios eram só cachorros. "Os resultados revelaram que crianças que tinham qualquer tipo de animal de estimação eram mais propensas a ter atitudes como se apresentar, pedir informações ou responder a perguntas de outras pessoas", diz Gretchen. Esse tipo de comportamento não é comum nos pequenos autistas, que tendem a ser mais introvertidos.
Segundo Rudimar Riesgo, neuropediatra e professor de medicina da UFRGS, esse estudo prova algo que, clinicamente, já se notava. "A gente já estimula que essas crianças ajudem a escolher um pet, se responsabilizem pela alimentação e pelos cuidados com o animal", conta o médico.
Mas calma: antes de aderir a esse tratamento é preciso levar em conta vários fatores, como a espécie do animal, a personalidade e a idade da criança. "Com 1 ano, por exemplo, o pequeno tem um equilíbrio muito frágil e uma habilidade motora não muito boa", pondera Riesgo. Segundo ele, esse tipo de contato é mais indicado para aqueles que já completaram o segundo aniversário.

A musicoterapia acalma crianças com o distúrbio
Está aí outra associação que vem sendo bastante estudada por cientistas mundo afora. Isso porque a música, por si só, diminui o estresse e ajuda a relaxar - o que contribuiria para aliviar problemas comportamentais de crianças autistas, como a tendência a serem barulhentas, inquietas e até agressivas. Em um estudo divulgado no periódico Pertanika, pesquisadores da Universidade Sains Malaysia, na Malásia, reforçaram esse elo.
Eles recrutaram 41 voluntários mirins, que foram divididos em dois grupos: o primeiro era composto de 18 crianças com idades entre 2 e 10 anos; o segundo contava com 23 adolescentes de 11 a 22 anos. Os participantes fizeram sessões semanais de musicoterapia ao longo de dez meses. A avaliação comportamental foi realizada pelos pesquisadores e também pelos pais e professores de música da garotada. Os resultados mostraram que esse tipo de tratamento ajudou os pequenos autistas a melhorarem comportamentos como agitação, birra e desatenção.
Mas os benefícios da musicoterapia não param por aí. Indiretamente, o método acalma por ajudar no desenvolvimento da comunicação nos pacientes autistas. "Além de não terem recursos sociais, eles não dominam a linguagem. Com isso, se estão aborrecidos, não conseguem dizer. E, assim, não contam com a principal válvula de escape, que é a fala", explica o neuropediatra do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A musicoterapia é indicada para todas as faixas etárias. "A criança pode ser estimulada com música desde o útero", garante Rudimar Riesgo.

Os sintomas podem aparecer desde cedo
Em um trabalho publicado em junho de 2015 no periódico Current Biology, pesquisadores da Universidade de Londres, na Inglaterra, notaram que uma capacidade visual apurada aos 9 meses de vida seria capaz de prever a probabilidade de o pequeno ser diagnosticado com autismo mais pra frente.
Para chegar a essa conclusão, os estudiosos avaliaram 82 crianças, sendo que 37 delas eram meninas com alto risco de serem autistas por terem irmãos com o distúrbio. Os pesquisadores partiram do pressuposto de que pacientes com autismo orientam seu olhar para qualquer coisa que se destaque no seu campo de visão. Por isso, expuseram os pequenos a uma tela com várias letras iguais e, no meio delas, havia algumas diferentes. Utilizando um aparelho, os cientistas rastrearam o caminho percorrido pelos olhos dos participantes.
Acompanhando os voluntários, os especialistas notaram que aqueles com uma habilidade visual maior aos 9 meses eram também os que apresentavam mais sintomas de autismo aos 15 meses e aos 2 anos de idade.
No entanto, apesar dos resultados animadores, ainda não dá para dizer que esse achado vale para todos os autistas - é preciso investigar mais a fundo essa associação. "Na realidade, um dos sinais mais precoces para diagnosticar o autismo é justamente o contrário: a criança deixa de fixar o olhar", adverte Rudimar Riesgo. Segundo o professor da UFRGS, outros sintomas desse distúrbio que podem aparecer antes de 1 ano de idade são atraso na fala, problemas de sono e quando o pequeno não atende o próprio nome.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Eu amo pedagogia

Piratas do vale silício

RESENHA DO FILME "PIRATAS DO VALE SILÍCIO"

O filme baseado na vida de Jobs relata toda a trajetória de criação de suas novas tecnologias e sua parceria com Bill Gates. Ao longo do filme percebe-se a dificuldade que ele teve em apresentar sua nova criação para grandes empresas, sendo que, suas ideias no início não foram aceitas como ele gostaria. Depois, começaram a surgir novas ideias e aos poucos sua nova máquina conquistou espaço na sociedade e sendo útil em empresas. Bill Gates com sua habilidade estava disposto a mostrar para Jobs o desenvolvimento de aplicativos que poderia contribuir de forma positiva para a tecnologia.
Penso que, de fato, estes homens contribuíram muito para o aprendizado em todos os aspectos. Eles foram capazes de criar um meio que facilitou a comunicação entre as pessoas, permitiram que alunos pudessem ter acesso a conteúdos que antigamente seriam muito difíceis de serem encontrados, contribuíram para o planejamento de uma aula, pois os alunos começaram a se interessarem pelos conteúdos de quaisquer disciplinas (mesmo as que menos gostam), puderam ter acesso a informações sobre o mundo inteiro, sendo: notícias de tragédias, mudanças nos governos, parceria entre países, guerras, atitudes de sustentabilidades, jornais na TV com reportagens ao vivo para mostrarem a situação do local no momento do acontecimento, festas culturais, futebol, música, teatros e etc.
Outro ponto a ser incluído é a habilidade que as crianças adquirem durante a prática tecnológica, por serem de grande importância para o desenvolvimento profissional. Empresas estão exigindo maior domínio de planilhas, gráficos, Power point, impressões, formatações de textos, domínio de técnicas relacionadas a desenvolvimento de operações no sistema e outros.
Bill Gates com seus aplicativos contribuiu muito com atividades nas empresas, por serem diversas as possibilidades de acesso a aplicativos para baixar músicas, vídeos, meios de comunicação, jogos e muito mais.

Sendo assim, é confortante a ideia de termos a era tecnológica, mesmo que muitas pessoas não tenham ainda aprendido a usá-las de forma a contribuir com o dia a dia de cada uma. Com prática e paciência conseguimos aprender e conquistar um espaço na sociedade que está cada vez mais “mergulhada” no mundo da informática, ou melhor, da tecnologia em geral e exigindo mais e mais competências.